Arte - 31/01/2014

Henri Cartier-Bresson

Henri Cartier-Bresson nasceu em 22 de agosto de 1908, em Paris.

Repórter fotográfico, teve seus trabalhos expostos em revistas, como Life e Vogue. Com seu estilo intimista, Henri se descobriu como fotógrafo em 1931, quando uma fotografia de Martin Munkácsi foi publicada na Revista Photographies. A imagem de três meninos correndo em direção ao mar fez com que Henri entendesse que a fotografia podia ser um registro de estado de espírito. Assim, passou a observar o mundo com um olhar mais atento e liberto. Sem perder os acontecimentos que se passavam ao seu redor, introduziu ao fotojornalismo um novo conceito: liberdade.

Henri Cartier-Bresson (1)

Henri rejeitava fotografias montadas e cenários artificiais, justificando seu desprezo alegando que os fotógrafos deveriam registrar suas imagens de uma forma rápida e bem feita.

“Para mim, a fotografia é um reconhecimento simultâneo, numa fração de segundo, do significado do acontecimento, bem como da precisa organização das formas que dá ao acontecimento sua exata expressão.” – Henri Cartier-Bresson

Em 1947, Cartier-Bresson, Robert Capa, David ”Chim” Seymour e George Rodger fundaram a Agência Magnum.

Entre os anos de 1948 e 1950, dedicou a maior parte do seu tempo registrando os acontecimentos em alguns países asiáticos. Na Índia, fotografou o fim do império britânico e o assassinato de Mahatma Gandhi. Já na China, registrou os primeiros meses de Mao Tse-Tung. Foi este período que consolidou sua carreira como fotojornalista, de incomparáveis sensibilidade e habilidade.

Henri Cartier-Bresson (3)

Em momentos, Henri pensava em desistir, abandonar a fotografia profissional. Tanto é que, em 1966, Bresson deixou a Magnum, permitindo, porém, que a agência continuasse a distribuir suas fotos. Em 1970, com 62 anos, casou-se com a fotógrafa Martine Frank. E, neste mesmo ano, abandonou de vez a profissão, dedicando seu tempo somente à pintura e ao desenho.

O que chama atenção na biografia de Cartier-Bresson é que, apesar da fama, sempre detestou ser reconhecido. Gostava de ficar por trás da câmera, se escondia quando queriam fotografá-lo. Costumava comentar uma frase de Degas: “É ótimo ser famoso com a condição de ser desconhecido.”.

Henri Cartier-Bresson (6)