Geral - 07/02/2014

Inspiração – Processo criativo

Desta vez resolvi falar um pouco sobre o processo criativo, aquela importante etapa do design e de outras áreas criativas, onde surgem as ideias que conduzirão o projeto.

Recentemente, em grupos do Facebook, tenho visto muitas pessoas apresentarem seus trabalhos em andamento e/ou quase finalizados e pedirem opinião de outros usuários. Isso é normal, sempre é bom ter uma opinião externa de alguém que pode enxergar coisas que quem fez pode já não ter percebido. O problema é que muitas dessas pessoas parecem ter pulado várias etapas do processo de design para irem direto ao software (Photoshop, em muitas das vezes). Essa afobação de chegar logo ao computador prejudica em muito o resultado do trabalho, já que, sem as etapas iniciais, a arte fica sendo apenas um punhado de formas, fontes e cores sem qualquer significado real. E isso não é design. Eu tenho respondido a essas pessoas de maneira bem simples, dizendo apenas “Volte para o papel.”. Não importa quão clara esteja a ideia na sua cabeça, tentar passá-la diretamente para a tela do computador nunca vai ser tão prático, rápido e efetivo quanto primeiro levá-la para o papel.

“O design não é somente o que se vê ou o que se sente. O design é como funciona.” – Steve Jobs

Photoshop, Illustrator, Corel Draw, ou qualquer outro desse gênero, não são “programas de fazer design”. Eles são ferramentas que, se usadas com sabedoria, e em conjunto com o conhecimento teórico – o qual é indispensável -, podem ser usadas para finalizar o projeto realizado. Você saber mexer num programa, não importa o quão bom você seja nele, não te faz um designer; talvez faça de você um artista. Uma peça de arte pode ser interpretada das mais diferentes formas pelas pessoas que a veem. Já com design, não é assim que funciona, já que a forma como a maioria das pessoas, ou pelo menos seu público-alvo, deverá absorver a mensagem, tem que ser sempre a mesma, estipulada durante o processo de design. Se isso não ocorre, então é por que há uma falha ou um ruído na comunicação.

Então, não mate o processo criativo. Crie seu próprio, se for preciso. Ferramenta alguma jamais substituirá o papel e o lápis. Então aprenda a usá-los e amá-los.