Webdesign - 21/03/2014

Web colaborativa

A melhor coisa da internet é o fato de poder se comunicar com pessoas de diversos cantos do mundo, sem necessariamente precisar conhecê-las frente a frente. E você pode usar essa comunicação para pedir uma ajudinha ou receber uma colaboração em seus projetos.

Se você trabalha com design e/ou programação para web (seja front ou back-end¹), é bem provável que em algum momento já tenha tido problemas para escrever ou corrigir códigos. Então, quando vai pedir ajuda para alguém, não é tão fácil traduzir o problema em simples palavras. E também nem sempre você vai querer passar o código todo para a pessoa, por ser muita coisa ou até um projeto “secreto”. Felizmente, para contornar essa situação, existe o CodePen! Com esse serviço, o usuário pode escrever seus códigos HTML, CSS e JS e guardá-los na nuvem², compartilhando-os com quem quiser. Os Pens, como são chamados os códigos que ficam guardados no site, podem ser editados e aprimorados livremente por quem acessá-los, sem a necessidade de alterar os originais. Isso se dá graças à ação chamada Fork (“bifurcação”), que cria uma cópia idêntica dos dados. Vale lembrar que o CodePen não suporta apenas as três linguagens citadas, como também algumas respectivas extensões e bibliotecas; Jade, SASS e jQuery, por exemplo, já estão integradas ao sistema.

1 – O desenvolvimento front-end é aquele que tem a ver com a construção das características visuais e interativas de uma página web; uma interface, por assim dizer. O back-end, por sua vez, é mais profundo e constitui os mecanismos que permitem que tais características sejam aproveitadas.

2 – A computação em nuvem (cloud computing) armazena arquivos e aplicativos em uma rede, garantindo flexivelmente o aproveitamento de suas funcionalidades por qualquer dispositivo conectado à internet. De tal maneira, há mobilidade e downloads não são obrigatórios.

Outro serviço, esse mais complexo, é o GitHub. Ele é basicamente uma mistura de uma espécie de servidor compartilhado com rede social. Com ele você pode armazenar seus projetos (com suas diferentes versões e atualizações) na nuvem e trabalhar neles de forma colaborativa sem necessidade de diversas trocas de arquivos entre os membros de sua equipe, o que pode ser bem difícil de controlar. Com a conta gratuita você pode usá-lo para projetos open-source, onde eles ficaram visíveis para qualquer pessoa. Mas, se você quiser mais “privacidade”, há também um modo pago. Para usá-lo você precisa ter instalado o Git, um sistema de controle de versão gratuito e multiplataforma. Ah, e ele também possui a função de Fork para você poder alterar o código direto no sistema. O GitHub não serve apenas para quem desenvolve os códigos guardados nele, mas também para quem está buscando soluções e plugins para seus próprios projetos. Além de baixar os códigos você também pode comentar sobre possíveis bugs ou recursos que poderiam ser implementados ou melhorados.

Esses são dois dos vários serviços dessa área. Pesquise e estude sobre eles e outros. Vale muito a pena.