Arte, Design Gráfico, Geral - 30/05/2014

O Grupo A das bandeiras – Camarões

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A bandeira de Camarões nitidamente não desfila com um brasão de armas, e isso faz dela a mais clara representação do trio. São faixas tricolores verticais dispostas sob uma estrela amarela de cinco pontas, posicionada ao meio da figura e alinhada à coluna central. O design das listras em pé inspirou-se na bandeira francesa, cujo país colonizou a nação africana, e o esquema de cores utilizado integra a escala das cores pan-africanas¹. O visual atual foi adotado oficialmente em 1975.

1 – Cores pan-africanas se refere a qualquer uma das duas sequências de três cores largamente presentes em bandeiras e emblemas africanos: verde, vermelho e amarelo ou verde, vermelho e preto. A Etiópia foi pioneira na adoção das cores.

A faixa vermelha está ali para dar ideia de unidade, reforçada pela estrela amarela, tida como a “estrela da unidade”. Os atributos depositados no verde e amarelo assemelham-se com a intenção brasileira, pela honra dada aos recursos naturais: além de fazer menção ao sol, o amarelo estampa as savanas ao norte do país, enquanto o verde remete às florestas do sul.

Da maneira que os brasileiros já tem de cor as informações implícitas contidas na bandeira de sua pátria, assim os torcedores e jogadores das demais seleções também o fazem. E se sabe que torcida ganha jogo. Em períodos como o de junho, quando tudo está absolutamente à flor da pele, quem sabe os croatas não buscam no seu eu mais profundo o espírito medieval dos ancestrais, ou os mexicanos fortaleçam sua sede de guerra ou, ainda, os camaroneses não movam a si todos pelo senso de unidade que sua bandeira transmite? Os panos tremulantes estão ali para relembrar o triunfo, que pode se repetir dentro dos campos. O design é peça vital para imprimir mensagens como essas. Afinal, ele não aparece unicamente nas bandeiras. Aparece e está em tudo.

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