Arte, Design Gráfico, Geral - 29/05/2014

O Grupo A das bandeiras – México

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A bandeira mexicana é tanto quanto a da Croácia o produto de dois planos visuais, sobrepostos: por baixo, faixas tricolores dispostas verticalmente, preenchendo o espaço de verde, branco e vermelho. Em destaque, está o brasão de armas, colocado sobre a coluna branca da arte. A forma presente da figura foi aplicada no ano de 1821, e teve sete transformações consideráveis apenas no brasão, até 1968, quando o artista local Francisco Eppens Helguera elaborou o redesign pela última vez e a bandeira foi adotada oficialmente. Isolados:

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O aspecto tricolor do fundo foi implementado assim que o México tornou-se independente da Espanha (1821). As cores foram ressignificadas por duas vezes. Por esse lado, de todas as oito bandeiras padronizadas, o terceiro simbolismo manteve-se da quarta (1867) em diante. O verde aponta a esperança, enquanto o branco, a união, e o vermelho resgata a memória dos heróis nacionais, pela exposição de seu sangue.

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O emblema estampado no centro do pendão mexicano corresponde a uma pictografia do nome da capital asteca, Tenochtitlán, onde, hoje em dia, localiza-se a Cidade do México. Ele reúne cinco elementos: ocupando maior espaço, uma águia-real, o pássaro oficial do país, em posição de combate, que agarra com garra e bico uma serpente, o segundo item. O terceiro é o cacto nopal, típico da vegetação mexicana, sobre o qual se firma a ave; nela crescem três de seu fruto, a tuna. O nopal repousa sobre o quarto item, um pedestal de pedra, imerso no símbolo asteca para água. Por último, veem-se ramos de carvalho (esquerda) e louro (direita), que circundam o restante da imagem e permanecem atados por uma fita das cores mexicanas.

Segundo o credo pré-colombiano, a águia-real simboliza o sol e sua figura está intimamente ligada ao vitorioso deus da guerra Huitzilopochtli; a lenda conta que guiou os nahuais (nome original do povo asteca) durante a migração para um novo ponto de instalação, ou seja, ergueu a mão para eles. A serpente equivale a terra, e o fato de estar sendo mordida anuncia o domínio de Tenochtitlán pelo deus. Já a água sob o pedestal faz referência lendária à lua, insinuando o renascimento do herói Huitzilopochtli. A tuna, o fruto do nopal, se refere ao coração de Copil, sobrinho do patrono asteca; o deus ordenou aos habitantes que construíssem a cidade sobre o coração de Copil, tão logo seja, as áreas onde os cactos floresciam. Por fim, os ramos homenageiam todos aqueles que se sacrificaram pela pátria, através de martírio e vitória, ilustrados respectivamente pelas folhas de carvalho e louro.

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